O crossfit mudou minha vida

Oi galera, para quem já está na box há um tempinho já viu o quanto evoluiu nos treinos, e quem está chegando deve estar encantado em como cada dia que passa você consegue sair com a sensação de dever cumprido e superação. O que nos move é exatamente essa vontade de nos superar! O que eu não sei é se o Crossfit nos une ou se as pessoas começam a sentir isso quando começam a treinar Crossfit. O fato é que adoramos um desafio!

Falando mais uma vez sobre o whole30, desafio nutricional que rolou aqui na Crossfit JB em maio (se preparem porque no final em novembro devemos fazer de novo), eu deixo aqui mais um depoimento da nossa aluna Manuela Franceschini, contando como o crossfit mudou sua vida.

Sempre soube que as experiências mais transformadoras da vida surgiriam assim, de repente, quando não se esperasse por elas. Dessa vez, ela me chegou numa segunda-feira, às dez horas da manhã, pela voz querida da Nati: Um desafio de um mês, chamado whole30, que dá uma superdisposição, desincha o corpo…. Eu só capturei a parte do desinchar – mulheres, vocês me entendem. Para isso, não podia comer grãos, leguminosas, açúcar, álcool, nem qualquer coisa processada/industrializada, mas o crossfit iria mudar minha vida.

Gente, mas come o quê?

Sem feijão, arroz, chocolatinho? ‘Sem! Mas pode todas as carnes que quiser, verduras em geral, frutas, ovos, batatas’, a Nati incentivou e eu fixei nas batatas. O crossfit ainda era uma novidade, fazíamos há pouco mais de dois meses, Felipe – meu namorado – e eu. Ele me olhou animado: ‘Vamos fazer?!’ Eu respondi um ‘aham’ jurando que até o final daquela aula, depois de muito cansaço e endorfina, ele já teria esquecido. Ele não esqueceu. E eu tinha dito aham. Fomos direto para o supermercado produzir o desafio. Eu nunca tinha feito dieta, dieta de verdade. Quando achava que precisava dar uma desinchada ou perder uns quilinhos era só passar alguns dias sem comer à noite e magicamente acordava magrinha. Mas com pouquíssimos músculos resistentes e quase nenhuma força, sofrendo para acordar, fraca e desejando muito alguma coisa gostosa para comer. Assim foi minha vida até aquela segunda-feira. Pensei nisso quando olhei para o carrinho cheio de coisas coloridas, lindas e sem um único pacotinho sequer. Era mesmo diferente esse negócio. Eu ainda iria incontáveis vezes ao supermercado – coisas vivas estragam rápido – e cozinharia pelos próximos trinta dias todas as nossas refeições.

A primeira semana foi de novidade – pensar nos cardápios, descobrir como preparar os mesmos alimentos de jeitos diferentes, matar a fome com proteína e não com carboidrato, contar para os amigos sobre o desafio e dar risada junto. A segunda semana foi de trevas – eu só pensava em chocolate, em pizza e numa uma tacinha de vinho.Estava inchada, espinhas surgiam pelo rosto e o mau humor se instalou tão ferozmente que cheguei a ficar perigosa. Pensei que esse negócio de dieta não era para mim, que era óbvio que um negócio restrito desses não seria boa coisa, praguejei contra o maldito ‘aham’ que soltei naquele dia. Foi nesse meu rompante de raiva que o Felipe procurou o livro oficial do whole30, que conta dia a dia o que acontece no corpo durante esse processo. Era isso mesmo, a segunda semana era trevas. Ufa! Não era só comigo.

Veio a terceira semana e a batata doce já era minha melhor amiga, junto com o espelho – músculos apareciam, minhas pernas ficaram mais desenhadas, tudo era mais fino, mas mais forte. Acordar não era mais um sacrifício, a disposição era algo nunca experimentado, a enxaqueca recorrente não aparecia há muito tempo e eu já fazia agachamentos sustentando quase o peso do meu corpo nas costas. A transformação no Felipe era ainda maior. Ele se adaptou ainda melhor às mudanças, adorava as novas comidas, estava forte e aparentava ter perdido muitos quilos. A quarta semana foi a da contagem regressiva misturada a um sentimento conflitante – ‘nem foi tão ruim assim…será que mantemos?’. Queríamos fazer duas coisas assim que acabássemos: beber com os nossos amigos e comer doce. Imaginava a catarse sensorial que seria experimentar de novo o que eu passei um mês desejando. Quando coloquei o primeiro chocolate na boca e.fuén. Não era como na minha imaginação. Muito doce e até meio esquisito. O álcool também não relembrou os velhos tempos. Vai entender!

Agora deixamos essas coisas para o final de semana, e às vezes nem nele, só porque queremos. Porque nos sentimos mais dispostos, mais felizes. Não acreditaria se alguém me contasse, mas o prazer em comer também é passível de mudança. Nessa jornada de descobertas e reinvenções, Felipe perdeu quase dez quilos e seu corpo se transformou completamente. A balança não mexeu muito para mim, mas meu corpo é outro. A verdade é que não é isso o que importa: o que importa é que uma grande experiência se apresentou, de repente, e a gente disse sim. Temos noção do que comemos, de como alimentamos nosso corpo, do que nos faz bem e do que nem tanto. De quando estamos dispostos a esse prejuízo e de quando não estamos. O fato é que o crossfit mudou minha vida e ninguém é o mesmo depois de uma grande experiência, seja ela qual for. Tem coisa melhor?

Obrigado por compartilhar conosco sua experiência Manu!

Então fica a dica, vem para o CrossFit e mude sua vida para muito melhor. Smack!

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